Brasília e a Igreja
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| Quaresma: Tempo de identificação com o sacrifício eucarístico de Cristo |
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| 06-Mar-2010 | |
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Nesta nossa caminhada em direção ao XVI Congresso Eucarístico Nacional, Jesus Eucarístico tem nos cumulado de inúmeras graças e bênçãos.
Ele está nos ajudando a fortalecer os nossos ideais de santidade e a vivenciar a unidade. É chegado o momento de darmos um passo a mais nesta caminhada eucarística e, por isso, neste tempo litúrgico da Quaresma, o nosso olhar deve deter-se, de modo particular, na consciência de que a Eucaristia é o Sacrifício da Nova Aliança, o Sacrifício incruento que Jesus Cristo realiza todos os dias em prol da nossa salvação. A cada novo dia deste tempo litúrgico da Quaresma, quando estivermos reunidos à volta do Altar do Senhor para renovar o Sacrifício eucarístico, temos que oferecer-nos com o nosso Redentor ao Pai, em atitude de expiação. Quando temos a certeza de que são os nossos pecados que geram o sofrimento de Cristo, podemos testemunhar que “o pecado não se reduz a uma pequena falta de ortografia: é crucificar, rasgar a martelada as mãos e os pés do Filho de Deus, e fazer-Lhe saltar o coração”. (São Josemaría Escrivá, “Sulco, nº 993”). Com os olhos da fé, temos que reportar-nos ao Gólgota e ali, testemunhando a suprema entrega do Servo sofredor, temos que vislumbrar que, no Sacrifício do Altar, Jesus dá-nos como Alimento o Seu próprio Corpo e o Seu preciosíssimo Sangue. A Eucaristia é o apogeu do sacrifício de Cristo. Por conseguinte, quando mergulhamos neste belo mistério da fé, sentimos que a Eucaristia deve ser vivida, recebida e compartilhada com o nosso próximo. Pela recepção do Sublime Sacramento, nós somos capacitados a oferecer, em nome de Cristo, “um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. (Rm 12,1). Todo aquele que vive unido ao Cristo eucarístico, passa continuamente por um processo de metanoia e de renovação espiritual. É, pois, no Sacrifício do Altar e por meio dele que somos convocados a realizar as necessárias podas em nossas vidas. As imprescindíveis podas a serem cumpridas são a do orgulho, a da perda da noção do pecado, a poda do desamor e a do ativismo; fazendo-as em nosso íntimo, estaremos capacitados a crescer nos dons do Espírito Santo e a incrementar nossa delicadeza e zelo eucarístico. Participando dos exercícios quaresmais - entre outros, jejum, esmola e oração – nós vamos, sempre mais, adquirindo uma maior identificação com o sacrifício eucarístico de Cristo. Esta plena identificação faz-nos realizar sacrifícios e renúncias em prol da conversão dos pecadores e impulsiona-nos ao encontro das necessidades dos irmãos. É o próprio Cristo, nosso amado Salvador, quem nos ensina a praticar as obras de misericórdia com uma bondade eucarística. Este admirável vínculo entre o Sacrifício do Altar e a nossa bondade eucarística exprime-se de uma maneira bela quando contagiamos os outros com a nossa vontade de, em comunidade, visitarmos os hospitais, os asilos, aos pobres irmãos de rua e a todos aqueles que necessitam da caridade que emana do Altar do Senhor. Jesus, Hóstia Santa, está contando com a nossa compaixão para ajudar a sanar as necessidades básicas dos pobres e dos excluídos. Atravessar os quarenta dias da Quaresma sem parar um único momento para estar com os mais necessitados ou remediar os seus males é não entender o alcance do Sacrifício redentor de Jesus. De um modo especial, nesta Quaresma, Cristo eucarístico está pedindo-nos que realizemos com incontida alegria um maior número de sacrifícios e de renúncias, oferecendo sempre pelo bom êxito do XVI Congresso Eucarístico Nacional. Deste modo, durante a celebração da Santa Missa, quando o sacerdote pronunciar sobre o pão e o vinho as palavras que Jesus proferiu no Cenáculo: “Isto é o Meu Corpo oferecido em sacrifício por vós!”, no silêncio de nossas almas, saibamos dizer a Jesus Hóstia viva: Neste momento, Senhor, aos pés da Tua Cruz e de joelhos diante do Teu Altar, eu quero te oferecer as pequenas mortificações do dia a dia, a constante luta contra as concupiscências da carne, o jejum que eu tenho realizado e a caridade que eu tenho praticado. Essas pequenas coisas eu quero depositar na patena do sacerdote, Senhor, para que Tu possas purificar e utilizar como uma simples e duradoura oração em prol do XVI CEN, para que, neste grande evento da Igreja Católica em nosso país, unidos ao Teu Sublime Amor, saibamos por meio da Santa Missa, o perfeito sacrifício de expiação, elevar aos céus a glorificação mais excelsa. Vamos concluir, frisando que estes dias da Quaresma, nesta proximidade do XVI CEN, oferecem-nos uma providencial oportunidade para aprofundar nossa participação no Sacrifício do Altar, Corpo dado e Sangue derramado pela nossa salvação, e estimula-nos a aumentar nossa oração pela unidade da Igreja. Nestes dias de renovada penitência, dirigimo-nos com o pensamento à Virgem Maria, Mulher Eucarística, pedindo que Ela nos ajude a compreender que na Eucaristia se faz presente o Cristo glorificado, que na Sexta-Feira Santa Se ofereceu a Si mesmo na Cruz. Junto à Virgem Maria, nós queremos oferecer ao nosso Redentor nossas vidas e nossas boas obras, na unidade com o Pai e o Espírito Santo, como um amável sacrifício, pois quando participamos da Eucaristia, nós tocamos, com suavidade, no mistério do sacrifício redentor de nosso Senhor Jesus Cristo! Aloísio Parreiras (Membro da Comissão de Liturgia do XVI CEN)
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